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PRIMEIRA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA LEÃO XIV
09 of October of 2025
A PRIMEIRA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA LEÃO XIV REFERE O PAPEL DA ORDEM HOSPITALEIRA NO SERVIÇO AOS POBRES
Foi publicada a primeira exortação apostólica do Papa Leão XIV, Dilexi Te, sobre o amor para com os pobres. Pode ser lida, na íntegra, AQUI.
Neste primeiro documento, adivinha-se a continuidade pensamento do Papa Francisco relativamente aos pobres, explanando, em 121 pontos em quem deve o cristão focar a sua atenção. Refere o cuidado aos doentes, a luta contra as diferentes formas de escravidão, a falta de equidade, a defesa das mulheres, o direito à educação, o acompanhamento aos migrantes e o papel da esmola como forma de redistribuição justa.
Em Dilexi Te, a mensagem dirige-se a cada um, de forma personalizada, impelindo-nos a olhar para os “últimos”. No pobre encontramos Cristo; a sua condição é o grito que nos deve interpelar e forçar a agir, numa sociedade com elevado foco na normalização das tragédias sociais, que constituem picos de emoção, para rapidamente se condenarem a uma mera nota de rodapé.
NÃO EXISTE ACASO NA POBREZA
Este é um aspeto interessante referido na exortação apostólica, uma vez que ser pobre não é uma inevitabilidade do destino, e este tipo de generalizações não deve contagiar o cristão. Na Bíblia, Deus escolhe os pobres, e a vida de Jesus é disso um bom exemplo: desde o seu nascimento, passando por todos os episódios da sua vida culminando no ato de amor que foi a entrega da sua própria vida. Por conseguinte, enquanto houver pobres, não há paz, porque em paz não pode estar o coração dos homens de boa vontade. Este texto relança as preocupações de Francisco, expressas em Dilexit Nos, renovadas de forma acentuada por Leão XIV neste seu documento.
A ORDEM HOSPITALEIRA: OS SEUS HOSPITAIS ACOLHEM TODOS
A exortação apostólica apresenta também uma reflexão sobre o papel bimilenar da igreja no que respeita à pobreza, numa revisitação a episódios, figuras e instituições, entre as quais a Ordem Hospitaleira de S. João de Deus que, como refere o documento no seu parágrafo 50: “No século XVI, São João de Deus, ao fundar a Ordem Hospitaleira que leva o seu nome, criou hospitais modelo que acolhiam a todos, independentemente da sua condição social ou económica. A sua famosa expressão – “Fazei o bem, irmãos!” – tornou-se lema da caridade ativa com os doentes.”. A igreja materializa, então, a caridade como “força que muda a realidade, um autêntico poder histórico de transformação” assente num ato muito simples e, contudo, tantas vezes difícil de concretizar, amar como Jesus nos amou.












