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Dia 1 do XV Congresso de Psiquiatria S. João de Deus
15 de Abril de 2026
O primeiro dia do encontro reuniu profissionais de diferentes áreas da saúde mental para debater os impactos da transformação digital na prática clínica, na relação terapêutica e na centralidade da pessoa.
O XV Congresso de Psiquiatria S. João de Deus teve início esta quarta-feira, 15 de abril, no Centro Ismaili, em Lisboa, reunindo profissionais de diferentes áreas da saúde mental em torno do tema “Saúde Mental e Pós-Modernidade: O Analógico e o Digital”. Promovido pelas Irmãs Hospitaleiras e pelo Instituto S. João de Deus, o encontro decorre até 17 de abril e propõe uma reflexão científica e interdisciplinar sobre os desafios éticos, clínicos e organizacionais colocados pela transformação digital no cuidado em saúde mental.
Dedicado, neste primeiro dia, ao eixo “Tecnologia, Ética e Cuidado”, o Congresso abriu com dois workshops centrados em temas atuais: “Ferramentas Digitais em Saúde Mental: Do Básico ao Essencial” e “Cultura de Segurança: Pedagogia, práticas e monitorizações”.
A manhã incluiu ainda a Conferência Inaugural, subordinada ao tema “A Revolução Tecnológica na Saúde Mental: Promessa ou Ameaça?”, lançando o debate sobre o impacto da tecnologia na prática clínica, na organização dos cuidados e na relação terapêutica.
A sessão de abertura contou com a presença da Ir. Blanca Flor Guerrero, Terceira Conselheira Geral das Irmãs Hospitaleiras, do Ir. José Paulo, Superior Provincial em representação do Superior Geral, de Miguel Telo de Arriaga, Diretor da Direção de Serviços de Prevenção da Doença e Promoção da Saúde da DGS, de Hélder Mota Pinto, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, e da Maria João Heitor, Diretora do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental e do Serviço de Psiquiatria do Hospital Beatriz Ângelo e Presidente da Comissão de Ética para a Saúde daquela instituição.
Ao longo da tarde, o programa aprofundou a relação entre inovação, ética e humanização dos cuidados.
A Mesa 1, sob o mote “Entre o Algoritmo e a Relação”, abordou temas como a bioética, a espiritualidade na prática clínica e a Hospitalidade como caminho de compaixão, integrando também a apresentação do Projeto MIDAS, do Instituto S. João de Deus.
Seguiu-se a Mesa 2, “Do Consultório ao Digital”, centrada nos algoritmos em saúde mental, na evolução dos tratamentos e nas implicações da inteligência artificial na relação terapêutica, com apresentação do projeto EntreLaços, das Irmãs Hospitaleiras Braga.
O primeiro dia ficou igualmente marcado por momentos que sublinharam a dimensão humana e comunitária do Congresso. Entre eles estiveram a participação dos “Mimos” do ISJD-Telhal e o Projeto Musical Ritmus. Estes contributos ajudaram a traduzir, de forma concreta, que pensar o futuro da saúde mental implica também preservar a relação, a proximidade e a expressão da Hospitalidade no cuidar.
Num contexto marcado pela aceleração tecnológica, pela expansão da inteligência artificial e pela transformação dos modos de relação humana, este Congresso afirma-se como espaço de encontro entre conhecimento científico, experiência clínica e reflexão ética.
Esta iniciativa pretende promover pensamento crítico sobre a forma como a revolução tecnológica está a afetar a saúde mental, os modelos de sofrimento psicológico e o próprio lugar da pessoa no centro do cuidado.












