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Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus

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Outros Santos da Ordem

   S. BENTO MENNI

Ângelo Hércules nasceu e foi baptizado a 11 de Março de 1841 em Milão. No dia 1 de Maio de 1860 entra na Ordem Hospitaleira de São João de Deus, recebendo o hábito e iniciando o noviciado, com o nome de Frei Bento. A 14 de Outubro de 1866 é ordenado Sacerdote.Animado por Pio IX, recebe em 1867 a missão de restaurar a Ordem em Espanha, fundando nesse ano o primeiro asilo-hospital em Barcelona. Apesar das muitas peripécias de índole política em Espanha, compra um terreno e uma moradia em Ciempozuelos, e neste local recebe em 1880 Maria Josefa Recio e Maria de las Angustias Jimenez, que seriam as primeiras Irmãs. Começa assim a congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração.

Bento Menni foi o restaurador da Ordem Hospitaleira não só em Espanha, mas também em Portugal e no México. Em Portugal,

em 1893 compra uma propriedade agrícola e inicia as primeiras fundações no Telhal.

Morre a 24 de Abril de 1914. É solenemente beatificado a 23 de Junho de 1985 por Sua Santidade o Papa João Paulo II, e por fim canonizado pelo mesmo Sumo Pontífice a 21 de Novembro de 1999.

 

 S. JOÃO GRANDE 

João Grande nasceu em Sevilha a 6 de Março de 1546. Tendo sido mercador de tecidos, decide consagrar-se a Deus em 1564. Em 1574 professa na nova Ordem de João de Deus. Segue para Jerez de La Frontera para continuar à frente do Hospital. Recebe e orienta a formação de noviços. Em 1579 faz a profissão de votos religiosos perante o vigário Afonso Núñes. João está à frente de muitas aberturas e fusões de Hospitais continuando o seu trabalho com os mais necessitados.

Em 1600 contrai a peste e morre a 3 de Junho. A 13 de Novembro de 1853 é beatificado na basílica Vaticana, tendo sido canonizado a 2 de Junho de 1996 por Sua Santidade o Papa João Paulo II.

S. João Grande foi um hospitaleiro filho fiel e imitador em tudo do seu pai espiritual, S. João de Deus. Foi pioneiro da humanização da morte, segundo o estilo de São João de Deus.

  

 S. RICARDO PAMPURI

 Em 1897, No dia 2 de Agosto, nasce em Trivolzio (Pavia) o décimo e penúltimo filho de Inocente Pampuri e Ângela Campari. Foi Baptizado no dia seguinte com o nome de Hermínio Filippo. Matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Pavia em 1915, mas a 1 de Abril de 1917 inicia o serviço militar, sendo enviado três meses depois para a frente de combate, agregado aos serviços de saúde.

No dia 6 de Julho de 1921 alcança a licenciatura em Medicina, com a máxima classificação. Participa numa peregrinação a Lurdes, na companhia dos tios, com paragem em Paray-le-Monial e em Ars. Cresce a ideia de seguir a vida religiosa, com o auxílio do P. Ricardo Beretta, seu conhecido desde 1923.

A 6 de Junho de 1927 pede ingresso na Ordem Hospitaleira de São João de Deus. No dia 22 de Junho entra na Ordem como postulante e no dia 21 de Outubro ingressa no noviciado e toma o nome de Ricardo. Faz os votos temporários no dia 24 de Outubro de 1928. É encarregado do gabinete de dentista.

Em Agosto de 1929 agravam-se as suas condições de saúde. Morre em Milão, no dia 1 de Maio de 1930, com 32 anos. No dia 4 realiza-se o funeral.

É aberto o processo de canonização em 1949. Os restos mortais de Fr. Ricardo são exumados e transferidos para a igreja paroquial de Trivolzio em 1951. No dia 4 de Outubro de 1981 é declarado Beato. A 1 de Novembro de 1989 é inscrito no catálogo dos Santos.

 

BEATOS MÁRTIRES    

Durante os anos 36 - 39 ocorreu a grande revolta de forças Ateístas e milicianos que pela força queriam mudar o poder em Espanha. Depressa esta se tornou numa Batalha sangrenta e dolorosa, onde muitos tombaram em defesa da fé.

Na zona que ficou sob a influência do Governo da República, desencadeou-se uma sangrenta perseguição religiosa. Dentro desta zona, levou-se a cabo a profanação dos recintos Hospitaleiros e sacrificaram-se não poucos dos seus religiosos. Foram mártires 98 ao todo e sem piedade, só pelo facto de serem Frades e terem Deus como seu ideal no serviço aos Doentes. Hoje a Igreja reconhece 71 deles, que souberam dar e ser testemunhas da Misericórdia até ao Martírio. Foi esta a situação que ofereceu o panorama Hospitaleiro, durante os meses de Julho a Dezembro no ano de 1936 depois de ser declarado o início da Guerra Civil.

Eram Irmãos simples, oriundos do povo humilde, mas admiráveis pela sua entrega ao serviço do Doente, no exercício diário, diurno e nocturno, da hospitalidade a onde Jesus Misericordioso e o seu Evangelho eram meta, a exemplo de S. João de Deus, dentro da observância regular de espírito de trabalho e sacrifício e simplicidade de vida. Além de todos os problemas gravíssimos da situação política de Espanha e perseguição religiosa, o Superior Geral, vendo que a situação era gravíssima, pediu aos religiosos que não abandonassem a assistência aos doentes até que as autoridades se encarregassem deles.

71 Irmãos Mártires, com idades entre os 18 e os 60 anos, deram a vida pela fé em Cristo, e pela Missão de Hospitalidade a favor dos Pobres, Doentes e Necessitados.